http://www.youtube.com/watch?v=Ixq4Co40JTY&eurl=http%3A%2F%2Funitic.wikidot.com%2Funitic1&feature=player_embedded
Actualmente é impossível dissociar cultura de imagem. Diariamente somos confrontados com cartazes e outdoors convidativos e esteticamente hipnotizantes. A imagem assegura na nossa sociedade o consumo inconsciente porque muitas vezes atrai o espectador pelos seus pontos sensíveis. O poder da imagem é inegável pois está associado ao encontro das pressupostas necessidades de quem as consume. É um consumo passivo e rápido. A fotografia, o filme, a publicidade todos estes elementos parecem oferecer-nos o bilhete directo para a informação. Na azáfama diária assiste-se ao conhecimento de notícias, novos produtos, acontecimentos globais através das cores chamativas dos cartazes ou da reprodução exacta e real pela televisão. O poder da imagem está patente não só no consumo de bens materiais como também pode ser representado pelas mudanças sociais que provoca. Há imagens que representaram e representam muito mais que a reunião de cores são instrumentos cirurgicos e decisivos. Por exemplo o tsunami registado em 2001 na Indonésia não teria sido dado a conhecer de modo tão intenso e dimensional se não houvesse tanta mediatização por detrás desta catastrofe natural. O mundo obteve conhecimento desta notícia pelas imagens que circularam, tal circulção provocou não só espanto e compaixão como possibilitou a oferta de doações finaceiras por parte de diversas organizações.
A publicidade e a inerencia À imagem representa uma das formas mais rápidas de difundir um produto e assim "iludir" os potenciais consumidores. Muitas vezes os anúncios publicitários oferecem representações erróneas do que poderíamos ser caso obtivessemos um determinado produto. Não se trata apenas de acrescentar benefícios ao produto em si há diversas formas, cada vez mais sofisticadas, de fazer passar a mensagem e de a tornar potencialmente atraente. Para além da utilização de cores fortes, frases curtas cada vez mais os publicitários apostam em figuras públicas como forma de atrair os consumidores. O exemplo que aqui é demonstrado exemplifica isso. Um anúncio masculino protagonizado pelo actor Ben Affleck que suscita no grupo masculino a vontade de ser igual ao actor, a qual pode ser concretizada pela adesão ao desodorizante Axe. Por mais que tenhamos a noção de como e quanto as iamgens podem manipular e iludir os espectadores, a realidade é que ela transporta uma carga intima como se conhecesse muitos dos nossos desejos, porque parece ir ao encontro do que necessitamos ou pelo menos daquilo que pensamos necessitarmos. E o consumo passivo e irreflectido de uma imagem acaba por fazer com que muitas vezes, nós consumidores, obtenhamos um produto quando na realidade não necessitamos dele.
Andreia Silva

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